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História Resumo

Peste Negra

Peste Negra foi uma epidemia que matou um terço da população da Europa entre 1347 e 1350. Oriunda da Ásia, essa doença bacteriana altamente contagiosa se espalhou com uma velocidade devastadora. Nas imundas cidades da Europa medieval, as vítimas em geral viviam apenas alguns dias após a aparição dos primeiros sintomas – vômito, diarreia e tumores negro na pele. A peste negra não foi um evento insolado e provavelmente tenha atingido a Ásia e a África alguns séculos antes.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida ao ser humano através das pulgas dos ratos-pretos ou outros roedores. Outra forma de infecção é por inalação de gotas de líquido de espirros ou tosse de indivíduo doente. O primeiro investigador a considerar a peste negra uma doença infecciosa foi Rhases, um médico árabe, no século X.

Em muitas cidades, a peste não apenas matou quantidades enormes de pessoas como destruiu a lei e a ordem, impelindo toda uma civilização para a beira da ruína. As consequências da peste na sociedade europeia foram profundas. Muitos cristãos europeus enfurecidos culparam os judeus pela doença, e as perseguições que se seguiram à peste negra então entre as piores eclosões de antissemitismo da história. Muitos europeus também começaram a questionar os ensinamentos da Igreja Católica e a ordem política existente. Como resultado, o respeito pela Igreja declinou e de acordo com muitos historiadores, a peste destruiu a velha ordem feudal da Idade Média e abriu caminho para o Renascimento.

Os cientistas ainda debatem a causa da peste negra, cuja maior suspeita é a peste bubônica, que ainda existe, mas pode ser tratada facilmente com antibiótico. Após a peste negra, foram necessários quatro séculos para que a população europeia voltasse a dimensão anterior a 1347.