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História Resumo

Unificação da Itália

A unificação da Itália como estado nacional ocorreu entre 1815 a 1870, sendo um dos últimos países europeus a se unificar. Antes disso a Itália era uma coleção de pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras.

Em 1814, a Itália possuía 12 estados e era dominada pela Áustria no norte e no centro. A oposição dos italianos ao domínio austríaco manifestou-se em um sentimento cada vez mais forte em favor da unidade nacional e da independência, cujo primeiro sintoma foi o nascimento de uma rede de sociedades secretas que desempenharam um papel de vital importância no transcurso das revoluções de 1820, fortemente reprimidas pela Áustria.

Entre 1820 a 1848 ocorrerão várias revoltas chefiadas por sociedades secretas como os Carbonários e do movimento Jovem Itália que foram duramente reprimidas e não obtiveram resultados importantes. Durante esse período, os revolucionários proclamam pelo menos três repúblicas. Depois da onda revolucionária, os partidos mais tradicionais cresceram, promovendo posteriormente a unidade italiana, em bases não democráticas, sob a égide do Reino da Sardenha. A derrota dos revolucionários provocou a restauração do absolutismo em quase todos os Estados italianos.

Entre 1848 e 1866 os exércitos do Reino de Sardenha e do Império Austríaco combateram três guerras que, com êxitos alternados, levaram à libertação da maior parte do Norte da península Itálica do domínio austríaco.

E foi entre os anos de 1859 a 1860 prosseguindo no processo de unificação que se concluiu com a declaração da existência de um Reino da Itália. Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia apoiada pelos conservadores liberais, teve sucesso quando em 1861 se formou a Nação-Estado, sobrepondo-se aos partidários de esquerda, republicanos e democráticos. A unificação completou-se com a anexação de Roma, antes a capital dos Estados Pontifícios, em 1870 e sendo transformada na capital do reino que se formava.

Em 1871 foi oferecido como compensação ao Papa uma indenização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja. O Papa Pio IX, consciente de sua influência sobre os católicos italianos e desejando conservar o poder da Igreja, recusou a oferta e declarou-se prisioneiro voluntário do Estado italiano. Além disso, proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino. Essa incómoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja, chamada Questão Romana, só terminou em 1929, quando o ditador fascista Benito Mussolini, necessitando de apoio da Igreja e dos católicos, assinou com o Papa Pio XI a Concordata de São João Latrão. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano.

A Itália se tornaria República apenas em 2 de junho de 1946 após um plebiscito.