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#JustGo - Sanderlei

Vitória-régia

Vitória-régia de água escura. Em flor despe-se para mim. Ao seu perfume embriago. Vôo em asas - querubim. Sereia-folha dos rios insanos. Descanso em verde cetim. Ao meu cantar melancólico. Encanta-se o boto por mim. Ela é a rainha dos lagos. Tem lenda e história, Chegando à Inglaterra. Ganhou o nome de Vitória.


Minha Viagem

30/04/2017

Vitória-régia
Vitória-régia
Vitória-régia
Vitória-régia
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Vitória-régia
Vitória-régia
Vitória-régia
Vitória-régia
Vitória-régia

Fotos em Alta Resolução

Vitória-régia

Naiá, uma linda guerreira,
Índia tupi-guarani,
Sonhava a vida inteira,
Ir ao encontro de Jaci.

E a deusa lua (Jaci),
Quando, à noite, surgia,
Enchia as tabas de luz,
E as índias de alegria.

Beijava sempre as índias,
As mais belas da aldeia,
E sua luz se refletia,
Nos lagos e na areia.

Oculta atrás das montanhas,
As índias que iam vê-la,
Eram ali transformadas,
Uma por uma, em estrela.

Ficavam todas tão lindas,
Brilhando no firmamento,
Que elas todas queriam
Viver aquele momento.

Naiá, a virgem guerreira,
Vivia sempre a sonhar,
Com o dia em que Jaci,
Viesse lhe encontrar.

E esse encontro, então
Mal podia esperar!
Queria virar estrela,
E a tribo iluminar.

À noite, a bela guerreira,
Cavalgava sem parar,
Subia até as montanhas,
Por Jaci a procurar.

E a lua não encontrava...
E a dor tomava-lhe o peito.
Não comia e nem bebia,
Nem pajé lhe dava jeito.

Um dia, à margem do lago,
Parou e foi descansar...
Então notou que na água,
A lua estava a brilhar!

Uma emoção tão forte
O encontro lhe causou,
Naiá se atirou ao lago,
E, no fundo, se afogou!

A lua, compadecida,
Com o coração dolente,
Transformou a bela índia,
Numa estrela diferente.

No céu estão as estrelas,
A brilhar, no firmamento,
Mas Naiá brilha nas águas,
É puro encantamento!

Uma planta muito bela,
De linda flor, com perfume
Faz com que outras estrelas,
Morram de tanto ciúme.

Vitória-régia, a planta
Com as flores perfumadas,
À noite, abrem, são brancas,
Pela manhã são rosadas.