Atividades extrativistas no Paraná



Essa é a atividade mais antiga praticada pela humanidade. Consiste na coleta de produtos naturais de origem animal, vegetal e mineral, que podem ser consumidos in natura ou utilizados como matéria-prima nas indústrias de transformação. A atividade extrativista, quando realizada de forma clandestina e indiscriminada, causa grandes danos à natureza e pode até levar à extinção determinadas espécies de vegetais e animais, como, por exemplo, a extração indiscriminada da madeira das araucárias.


Extrativismo vegetal: por vários séculos, o extrativismo no Paraná concentrou-se na extração da madeira, sobretudo da araucária, que foi realizada de forma indiscriminada no passado. Atualmente é proibida a sua extração de acordo com as normas da legislação, sendo que as áreas de reflorestamento para extração têm aumentado no estado.

Em épocas passadas, a erva-mate era obtida por meio do extrativismo, mas hoje é cultivada, sendo que a região que mais a produz localiza-se no sul e no sudoeste paranaense, nos municípios de Rio Negro, Lapa, São Mateus do Sul, União da Vitória, Pato Branco.


Extrativismo mineral: atualmente, a mineração é a atividade extrativista de maior destaque para o estado. São exploradas as seguintes matérias-primas: xisto betuminoso, calcário, argila, carvão, fluorita, chumbo, brita de basalto, talco, pedras ornamentais, granitos e mármores.

O Paraná mantém cerca de 12% da produção nacional de refino de petróleo e possui duas indústrias de produção de cimento, uma em Balsa Nova e outra em Rio Branco do Sul.

A exploração desordenada de minerais pode provocar danos ambientais ao solo e aos rios. Por exemplo, a exploração do xisto betuminoso provocou danos na região de São Mateus do Sul e, atualmente, os órgãos responsáveis pela extração procuram recuperar essas áreas.

São Mateus do Sul, PR – A luta travada pela Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar), entidade paranaense que monitora a questão socioambiental em seu estado, está vinculada à exploração de xisto por uma empresa subsidiária da Petrobras, a Petro Six. O xisto é um tipo de rocha que, processada, produz um óleo que é usado como fonte de energia. A extração do xisto no interior do Paraná ocorre numa área de 65 quilômetros quadrados no município de São Mateus do Sul. Depois de extraídas e processadas, as rochas de xisto são jogadas como resíduo a céu aberto, formando grandes morros de pedra negra. As chuvas, caindo sobre estes morros de xisto residual, contaminaram córregos locais. O resultado foi sentido pela primeira vez em 2004, quando 54 bovinos de uma mesma fazenda, que é vizinha dos morros de xisto, morreram intoxicados de uma só vez.

A associação e a população local denunciaram o caso ao Ministério Público. Outro fato grave que resultou na criação de um Movimento dos Atingidos pela Petrobras foi que na região de exploração do xisto, as casas das famílias foram abaladas em suas estruturas. Isto aconteceu porque a Petro Six usava de fortes explosões para detonar as rochas. O resultado foram casas rachadas, vidros quebrados, paredes que caíam e chãos quebrados. “Além disso, as várias famílias que moravam perto da área de concessão da Petro Six já não colocavam vidros nas casas, porque trincavam e rachavam com as explosões da extração de xisto. Hoje colocam plástico comum para evitar o vento.


Extrativismo animal: a pesca no litoral paranaense é feita de modo artesanal e em pequena escala, sendo que são poucos os que a realizam de forma industrial. A pesca é o meio de vida de muitas famílias que praticam esta atividade nas localidades de Guaraqueçaba, Paranaguá, Guaratuba, Antonina, Pontal e Matinhos.


Mineração (setor secundário). Pedreira do Contorno Norte. Ibiporã (PR).


 Mineração (setor secundário). Pedreira do Contorno Norte. Ibiporã (PR).

Mineração (setor secundário). Pedreira do Contorno Norte. Ibiporã (PR).

Mineração (setor secundário). Pedreira do Contorno Norte. Ibiporã (PR) – Imagem em Alta Resolução






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