Formações florestais do estado de São Paulo



Vamos conhecer a vegetação que aparece nas paisagens do estado de São Paulo e suas características marcantes. No estado, o bioma predominante é o da Mata Atlântica, com áreas de Cerrado e vegetação litorânea.


Mata Atlântica (Floresta Ombrofila Densa): cobria todo o litoral paulista nas encostas da Serra do Mar e da Mantiqueira, onde o clima com altas temperaturas e muita umidade ocasionam chuvas frequentes. Nela, há espécies de ipês, jacarandás, perobas, cedros, cipós, madeiras de lei, bromélias e orquídeas. Essa formação vegetal abriga um número grande e variado de espécies animais que dependem da preservação desse hábitat natural. É a floresta brasileira que mais foi desmatada. O que restou no estado está na Serra do Mar e da Mantiqueira, no Vale da Ribeira e nas áreas de proteção e reservas protegidas por lei.


Mata Atlântica na Reserva Natural do Parque do Zizo no alto da Serra de Paranapiacaba. Tapiraí (SP).


  Mata Atlântica na Reserva Natural do Parque do Zizo no alto da Serra de Paranapiacaba. Tapiraí (SP).

Mata Atlântica na Reserva Natural do Parque do Zizo no alto da Serra de Paranapiacaba. Tapiraí (SP).



Araucária (Floresta Ombrofila Mista): ocorre na região de Campos do Jordão, região com altitudes elevadas e bem chuvosa. É mais conhecida como mata de araucária ou pinheiral.


Araucárias no Parque Estadual de Campos do Jordão. Campos do Jordão (SP).


  Araucárias no Parque Estadual de Campos do Jordão. Campos do Jordão (SP).

Araucárias no Parque Estadual de Campos do Jordão. Campos do Jordão (SP).



Floresta estacional semidecidual: formação florestal que é uma variação do Bioma Mata Atlântica, e caracteriza-se por estar presente em áreas que apresentam duas estações, uma seca e outra chuvosa. Abrange os trechos de Mata Atlântica encontrados no interior do estado de São Paulo. As árvores perdem as folhas durante o período seco, destacando-se a grápia, o angico-vermelho, o louro-pardo, a canafístula e a guajuvira. Entre as espécies perenes temos as canelas, o pau-marfim, os camboatás.


Canafístula em floresta estacional semidecidual. Valparaíso (SP).


 Canafístula em floresta estacional semidecidual. Valparaíso (SP).

Canafístula em floresta estacional semidecidual. Valparaíso (SP).



Cerrado: esse tipo de vegetação já foi quase que completamente devastada do estado. Uma de suas características é sua adaptação a regiões de clima mais seco e solos pobres. Apresenta-se com árvores de até 12 metros de altura, em terrenos planos que ocorrem no centro-oeste do estado. Esse tipo de vegetação também é conhecido como cerradão. São árvores do cerradão: lixeira, pequi, pau-terra, pau-santo, capaíba, angico, capotão, faveiro e aroeira. Entre os animais deste ecossistema estão: lobo-guará, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, inhambu-carapé.

Existem outras formações de vegetação no estado de menor ocorrência, e que aparecem no litoral, como vegetação de restingas e manguezais.


Vegetação de cerrado. São Carlos (SP).


Vegetação de cerrado. São Carlos (SP).

Vegetação de cerrado. São Carlos (SP).



Mangues: ocorrem em locais em que os rios desembocam no mar. As plantas são adaptadas ao sal da água e possuem raízes aéreas. Nesses ambientes há muitas espécies de moluscos e crustáceos, como o siri e o caranguejo.


Manguezal no Rio Guaraú na Estação Ecológica Juréia-Itatins. Peruíbe (SP).


  Manguezal no Rio Guaraú na Estação Ecológica Juréia-Itatins. Peruíbe (SP).

Manguezal no Rio Guaraú na Estação Ecológica Juréia-Itatins. Peruíbe (SP).



Vegetação de restingas: tipo de vegetação rasteira que recobre as dunas e areais no litoral.


Vegetação de restinga. Ilha do Cardoso. Cananéia (SP).


 Vegetação de restinga. Ilha do Cardoso. Cananéia (SP).

Vegetação de restinga. Ilha do Cardoso. Cananéia (SP).





Glossário


Restingas: são áreas de cordões ou faixas arenosas, situadas ao longo do litoral e recobertas por vegetação rasteira.







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