Bacias hidrográficas do estado de São Paulo



O estado de São Paulo, assim como o Brasil, é servido por muitos rios. Observe no mapa a seguir as sete regiões hidrográficas que drenam as terras paulistas de acordo com as vertentes.


Bacia hidrográfica do estado de São Paulo


 Bacia hidrográfica do estado de São Paulo

Bacia hidrográfica do estado de São Paulo

Bacia hidrográfica do estado de São Paulo – Imagem em Alta Resolução





Um rio e muitas paisagens


Rio Tietê – São Paulo


Rio Tietê – São Paulo

Rio Tietê – São Paulo

Rio Tietê – São Paulo – Imagem em Alta Resolução





Navegando pelo rio Tietê: da nascente à foz


Procure o rio Tietê no mapa e a área que sua bacia hidrográfica ocupa.

Você percebeu que ele é bem extenso, com 1 100 km de extensão. A sua nascente é no município de Salesópolis, a cerca de 840 m de altitude na Serra do Mar. No local da nascente do rio Tietê foi criado o Parque Nascentes do Rio Tietê para proteger e preservar a vegetação e as nascentes do rio.


Nascente do rio Tietê em Salesópolis, na Serra do Mar.


 Nascente do rio Tietê em Salesópolis, na Serra do Mar.

Nascente do rio Tietê em Salesópolis, na Serra do Mar.

Nascente do rio Tietê em Salesópolis, na Serra do Mar – Imagem em Alta Resolução



O rio Tietê atravessa várias localidades. Banha 62 municípios e atravessa o estado todo no sentido sudeste-noroeste até encontrar o rio Paraná. O rio Tietê é um afluente do rio Paraná.

Mas por que o rio faz este caminho e não outro, se ele está a apenas 22 km do litoral? Se você respondeu que é por causa do relevo, acertou!

As águas vão percorrendo o terreno de um nível mais elevado para outro mais baixo. O rio Tietê nasce no relevo montanhoso da Serra do Mar, na vertente oeste (ocidental), e vai descendo por terrenos cada vez mais baixos até encontrar sua foz nas terras baixas do rio Paraná.

Por isso o relevo tem grande influência na rede hidrográfica de um lugar, pois é ele que determina os limites entre as bacias, estabelecendo os divisores de água e também para que direção essas águas vão.

O declive entre o divisor de água e o rio principal por onde correm os afluentes chama-se vertente.


Vertente - declive entre o divisor de água e o rio principal


  O declive entre o divisor de água e o rio principal por onde correm os afluentes chama-se vertente.

O declive entre o divisor de água e o rio principal por onde correm os afluentes chama-se vertente.

Vertente - declive entre o divisor de água e o rio principal – Imagem em Alta Resolução



Seguindo o seu percurso, o rio atravessa a região metropolitana de São Paulo e há muitas décadas vem recebendo descarga de esgotos urbanos e resíduos industriais de mais de 30 municípios da região. Por isso em alguns pontos o rio Tietê encontra-se totalmente poluído. As águas de rios poluídos, além do mau cheiro, causam doenças à população como: diarreia, hepatite, febre tifoide, doenças respiratórias, entre outras.


Vista aérea do rio Tietê, no trecho em que teve seu percurso canalizado ao atravessar a região Metropolitana de SP.


Vista aérea do rio Tietê, no trecho em que teve seu percurso canalizado ao atravessar a região Metropolitana de SP.

Vista aérea do rio Tietê, no trecho em que teve seu percurso canalizado ao atravessar a região Metropolitana de SP.

Vista aérea do rio Tietê, região Metropolitana de SP – Imagem em Alta Resolução



No município de São Paulo, o rio Tietê é margeado pela via expressa Marginal do Tietê que, junto com a Marginal Pinheiros, compõe o principal sistema viário da cidade. Às margens da via Marginal, o rio foi todo canalizado, recurso usado para evitar as constantes enchentes que ocorriam na área.

As inundações ou enchentes são fenômenos naturais de transbordamentos da água do rio em períodos de chuvas intensas e contínuas, mas são agravadas pela interferência humana como: ocupação das margens dos rios, impermeabilização do solo, retirada da mata ciliar, assoreamento e acúmulo de lixo jogado nos rios.

De acordo com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), 36% da poluição do Tietê se origina do lixo jogado nas ruas, que é levado pelas chuvas para bueiros, córregos e acaba no rio.

O acúmulo de poluentes na água, principalmente os detergentes domésticos, causa o aparecimento de espumas no rio junto à barragem de Pirapora do Bom Jesus.


No município de Pirapora do Bom Jesus, as águas do rio Tietê apresentam espumas.


No município de Pirapora do Bom Jesus, as águas do rio Tietê apresentam espumas.

No município de Pirapora do Bom Jesus, as águas do rio Tietê apresentam espumas.

No município de Pirapora do Bom Jesus – Imagem em Alta Resolução



Seguindo seu percurso em direção ao interior, o rio recebe mais agressões vindas da agricultura: agrotóxicos, que são carregados pelas águas das chuvas, e o vinhoto despejado por algumas usinas de álcool e açúcar.

No percurso mais central do estado e com a contribuição das águas de afluentes e das chuvas, a qualidade das águas do rio Tietê melhora, como é possível ver na cidade turística de Barra Bonita, localizada às margens do rio, onde se encontra a mais antiga eclusa da América Latina, a qual permite a navegação e o deslocamento de mercadorias até o rio Paraná, circulação conhecida como hidrovia Tietê-Paraná.


Vista do rio Tietê no município de Barra Bonita.


 Vista do rio Tietê no município de Barra Bonita.

Vista do rio Tietê no município de Barra Bonita.

Vista do rio Tietê no município de Barra Bonita – Imagem em Alta Resolução




A eclusa, construída no Rio Tietê em Barra Bonita, permite que as embarcações vençam o desnível de 26 metros de altura que foi criado com a construção da barragem da Usina Hidrelétrica.


A eclusa, construída no Rio Tietê em Barra Bonita, permite que as embarcações vençam o desnível de 26 metros de altura que foi criado com a construção da barragem da Usina Hidrelétrica.

A eclusa, construída no Rio Tietê em Barra Bonita, permite que as embarcações vençam o desnível de 26 metros de altura que foi criado com a construção da barragem da Usina Hidrelétrica. Assim, permite a navegação do rio Tietê até o Rio Paraná, tornando-a uma importante hidrovia.

A eclusa, construída no Rio Tietê em Barra Bonita – Imagem em Alta Resolução



Ao longo do rio Tietê, assim como de outros rios paulistas, foram construídas várias usinas hidrelétricas, como a de Três Irmãos nos municípios de Andradina e Pereira Barreto, a 28 km da confluência com o rio Paraná.

Assim, chegamos ao final da nossa navegação pelo rio, no município de Itapura, na confluência do rio Tietê com o rio Paraná.



Glossário


Mata ciliar: cobertura vegetal nativa que margeia os rios, lagos e nascentes. A vegetação protege o solo da erosão e quando as matas ciliares são retiradas, com a ação das chuvas, os sedimentos (solo desagregado) são transportados para os rios causando o seu assoreamento.

Assoreamento: quando os rios têm seu leito ocupado por solos transportados pelas chuvas, deixando o seu leito mais raso o que pode gerar transbordamentos.

Vinhoto: resíduo pastoso e malcheiroso que sobra após a destilação do caldo da cana fermentado, para obtenção do álcool combustível. Para cada litro de álcool produzido 12 litros de vinhoto são descartados como resíduo, e se jogado nos rios constitui uma séria fonte de poluição. O vinhoto pode ser aproveitado como fertilizante ou na produção de biogás.

Eclusa: funciona como uma espécie de elevador para as embarcações transporem os desníveis de um curso de rio interrompido por barragens. Elas entram numa comporta que se fecha e se enche ou se esvazia, até que fique no mesmo nível do curso da água possibilitando o prosseguimento da navegação.




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