O Diário de Anne Frank


Sexta-feira, 18 de fevereiro de 1944


Querida Kitty


Agora, sempre que subo é com a esperança de vê-lo. Porque tenho agora um objetivo na vida, e tudo se tornou mais bonito e agradável.

Pelo menos, o objeto de minha afeição está bem perto e não preciso temer nenhuma rival, a não ser Margot. Não pense que estou apaixonada, porque não estou. Sinto, porém, o tempo todo, que algo pode surgir entre nós, alguma coisa bonita e duradoura como segurança e amizade. Agora, aproveito a menor oportunidade para subir e encontrá-lo. Já não é como antes, quando não sabíamos o que dizer um ao outro. É o contrário. Quando saio do quarto, ele ainda está falando.

Mamãe não está gostando da coisa, vive dizendo que acabo sendo importuna, que devo deixá-lo sossegado. Francamente, será que ela não percebe que tenho alguma intuição? Olhame de um modo esquisito cada vez que subo para o minúsculo quarto de Peter. Quando desço, pergunta por onde andei. Simplesmente, não posso suportar isso. Acho inominável o que ela faz.


Sua Anne.




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