Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas



CAPÍTULO XCV / FLORES DE ANTANHO


Onde estão elas, as flores de antanho? Uma tarde, após algumas semanas de gestação, esboroou-se todo o edifício das minhas quimeras paternais. Foi-se o embrião, naquele ponto em que se não distingue Laplace de uma tartaruga. Tive a notícia por boca do Lobo Neves, que me deixou na sala e acompanhou o médico à alcova da frustrada mãe. Eu encostei-me à janela, a olhar para a chácara, onde verdejavam as laranjeiras sem flores. Onde iam elas as flores de antanho?




* * *






Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - Links para os Capítulos

Conteúdo correspondente: