Estação espacial internacional



Dezessete anos depois de ser lançada, a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), um ambicioso projeto de base orbital de iniciativa americana, representa hoje o mais efetivo trampolim para a exploração humana do Sistema Solar.

A ISS, é uma base espacial que orbita ao redor da Terra a 350 km de altitude. Seu objetivo principal é facilitar a pesquisa científica e a exploração espacial, e sua construção foi concluída em 2010. Ela sucede a estação orbital russa Mir (“paz” em russo), voluntariamente destruída por causa de sua velhice, em março de 2001, depois de 15 anos no espaço.

A história da ISS se iniciou em novembro de 1998 com a colocação em órbita do primeiro módulo Zarya, construído pelos russos e financiado pelos Estados Unidos.

“É o maior projeto de cooperação tecnológica internacional, jamais realizado antes em termos de duração, custos e quantidade de países envolvidos”, afirmou John Logsdon, historiador do Museu Nacional do Ar e do Espaço em Washington.

Além dos Estados Unidos, que financiam a maior parte do projeto — estimado em 100 bilhões de dólares —, outras 15 nações participam da construção da estação orbital: Rússia, Japão, Canadá, Brasil e os 11 países-membros da Agência Espacial Europeia.

“Acredito que a estação seja um primeiro passo no caminho para as atividades humanas de longo prazo em novas áreas de operação espacial”, disse Logsdon em entrevista à AFP. “Não é um fim em si mesmo, mas, sim, uma etapa na exploração espacial tripulada”, explicou. “Precisamos acumular experiência em voos espaciais de longa duração, seu impacto fisiológico, e a melhor maneira de fazer isso é na estação”, acrescentou o historiador.

Além do fato de que a ISS permite aos cientistas testar tecnologias para viver no isolamento (como, por exemplo, o desafio técnico de reciclar urina para obter água potável), a estação espacial tem como objetivo estudar as interações sociais entre os astronautas, que convivem em um espaço limitado durante longos meses.

A tragédia do ônibus espacial Columbia em 2003, quando uma falha na proteção térmica da nave fez com que ela explodisse ao entrar na atmosfera terrestre, atrasou a montagem da ISS em dois anos. Contudo, a estação “demonstrou que as associações multinacionais também podem funcionar quando as coisas vão mal”, acredita Logsdon, para quem a ISS constitui uma espécie de marco referencial para futuras cooperações internacionais. “As longas estadias na Lua e em Marte não poderão acontecer se não contarem com uma organização financiada internacionalmente”, estimou o historiador, destacando as dificuldades orçamentárias enfrentadas pelo projeto.

O diretor da Nasa, Michael Griffin, expressou opinião semelhante em entrevista à AFP. Hoje, os Estados Unidos possuem os meios necessários para financiar suas próprias ambições espaciais, mas “este não será o caso da próxima geração”, estimou. “Acho que a Europa está totalmente pronta para dar o próximo passo no espaço”, destacou Griffin, alertando que o Velho Continente não teria condições de fazê-lo sozinho.

Para Doug Millard, curador do departamento espacial do Museu de Ciência de Londres, o laboratório europeu Columbus “aumentou significativamente as capacidades espaciais da Europa”. O laboratório japonês Kibo, por sua vez, foi transportado e acoplado à ISS três meses depois. “Penso que o estudo das reações do corpo humano à microgravidade é o principal valor científico trazido pela ISS”, destaca Millard.

Alexandre Vorobiev, porta-voz da agência espacial russa, definiu a ISS como um “projeto notável” e “um dos fatores que ajudaram a Rússia a preservar sua indústria espacial”. A ISS mantém uma tripulação permanente de três astronautas, que ficam a bordo por períodos de vários meses. A capacidade de acomodação deve ser ampliada, graças aos materiais e equipamentos trazidos pelo ônibus espacial Endeavour, que está acoplado à estação.


Estação espacial: base orbital que possibilita a exploração do espaço.


 Estação espacial: base orbital que possibilita a exploração do espaço.

Estação espacial: base orbital que possibilita a exploração do espaço.





A tecnologia espacial ampliou a visão da ciência sobre o Universo.


 A tecnologia espacial ampliou a visão da ciência sobre o Universo.

A tecnologia espacial ampliou a visão da ciência sobre o Universo.





Glossário


Trampolim: prancha longa.

Fisiológico: estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos.







Dicas de Gramática



Dica 17 – Uso de “POR QUE”, “PORQUE”, “POR QUÊ” ou ““PORQUÊ”


O uso dos porquês não é tão simples, precisa de um pouco de atenção. Para facilitar o seu entendimento, podemos usar o eficiente mecanismo de substituição:


Usa-se o POR QUÊ se puder substituir por “por qual motivo”, como no final da frase “Você me odeia tanto por quê?”

Usa-se o PORQUÊ se puder substituir por “o motivo”, como na frase “Não sei porquê tenho que estudar tanto!”

Usa-se o POR QUE se puder substituir por “por que motivo”, como na frase “Eu sei por que você não me liga mais!”

Usa-se o PORQUE se puder substituir por “porquanto”, como na frase “Não vi porque sou cego.”












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