Adolf Hitler - Mein Kampf



CAPÍTULO IV - PERSONALIDADE E CONCEPÇÃO DO ESTADO NACIONAL


Se o Estado nacional socialista e racista tem como sua mais importante finalidade a formação e educação do povo, como esteio do mesmo, é óbvio que não basta somente favorecer os elementos raciais em si, educá-los para a vida prática. Faz-se necessário também que a sua própria organização seja estabelecida em harmonia com esse objetivo.

Seria loucura querer medir o valor dos homens pela raça, e, ao mesmo tempo, declarar guerra ao princípio marxista segundo o qual um homem é sempre igual a outro, se não estivermos resolvidos a tirar daquele axioma todas as conseqüências. A últimaconseqüência do reconhecimento da importância da questão do sangue, isto é, do fundamento do problema racial, deve consistir emlevar aos indivíduos essa convicção. Assim como eu devo estabelecer a diferença entre os povos pela raça a que pertencem, assim também devem fazer os indivíduos dentro de uma determinada coletividade. Aafirmação de que os povos não são iguais provoca nos indivíduos de uma nação a idéia de que nem todas as cabeças são iguais, porque, também nesse caso, embora as partes essenciais sejam semelhantes nas linhas gerais, nos casos individuais notam-se milhares de pequenas diferenças.

A primeira conseqüência desse modo de encarar o problema é também a mais elementar. Refiro-me ao trabalho de favorecer, no seio da coletividade, os elementos de mais valor sob

o ponto de vista racial e cuidar sobretudo de sua alimentação.

Mais fácil torna-se essa tarefa, justamente porque pode ser quase mecanicamente compreendida e resolvida. Mais difícil é, porém, descobrir, no seio da coletividade, os indivíduos de mais valor sob o ponto de vista intelectual e ideal e sobre eles exercer uma influência que ponha esses espíritos superiores a serviço da nação.

Esse movimento no sentido de estimular a inteligência e a capacidade não se pode fazer mecanicamente, é um trabalho que depende da luta diária pela vida.

Uma concepção social que se propõe, pondo de lado os pontos de vista democráticos das massas, a entregar a terra aos melhores, aos tipos mais elevados, não deve logicamente estimular, no seio do povo, o princípio aristocrático, mas assegurar a direção aos mais capazes, para que esses possam exercer a mais elevada influencia sobre esse mesmo povo. Esse trabalho não se pode fundar sobre o princípio da maioria mas deve ser alicerçado no reconhecimento do valor da personalidade. Quem quer que hoje acredite que um Estado nacional-socialista-racista pode diferenciar-se dos outros Estados, com a aplicação de meios puramente mecânicos, pela melhoria da vida econômica, etc., isto é, por uma melhor distribuição da riqueza, por ummaior controle no processo econômico, por salários mais compensadores, pelo combate às grandes desproporções dos mesmos, quem assim pensar, repetimos, encontrar-se-á em um absoluto impasse e provará não ter a mais leve idéia do que entendemos por uma verdadeira concepção do mundo. Por esses processos acima aludidos, não se chegará nunca a reformas profundas e radicais e de efeitos duradouros, porque essa maneira de agir toca apenas a superfície das coisas sem preparar para o povo uma situação que lhe dê uma segurança definitiva de poder vencer as fraquezas, de que hoje todos sofremos.

Para mais facilmente compreender-se essa verdade, é oportuno, mais uma vez, lançar uma vista sobre as causas primárias da evolução da cultura humana.

O primeiro passo que, visivelmente, levou o homem a distinguir-se do resto dos animais foi o que o arrastou a fazer descobertas. Essas descobertas consistiam, no primeiro momento, na astúcia, cujo emprego facilitou a luta pela vida contra os outros animais e o êxito na mesma.

Essas descobertas primitivas não se apresentam claramente no espírito das pessoas, porque o observador de hoje as vê apenas em massa. Certos artifícios e espertos expedientes que o homem pode observar nos animais aparecem simplesmente como umfato natural. Não estando, por isso, em condições de determinar ou investigar suas causas primárias, contenta-se em considerar essas qualidades como instintivas.

Em nosso caso, essa última palavra nada significa.

Quem acredita em uma evolução mais elevada da vida deve admitir que todas as manifestações dessa luta pela existência devem ter tido um começo. Em dado momento, umindivíduo praticou uma determinada ação. Por força da repetição, esse fato se foi tornando cada vez mais geral até, de certo modo, passar para o subconsciente dos indivíduos e ser visto como instintivo.

Isso se compreenderá mais facilmente em relação aos homens. Seus primeiros atos de inteligência na luta contra os outros animais foram, com certeza, na sua origem, atos praticados sobretudo pelos indivíduos mais capazes. As qualidades pessoais foram,incontestavelmente, o estímulo para as decisões e realizações que, mais tarde, foram aceitas como naturais por toda a humanidade. Da mesma maneira, a confiança na sua própria força, fundamento atual de toda estratégia, foi, originariamente, devida a uma determinada cabeça e, só com o correr de muitos anos, talvez milhares, passou a ser aceita por toda gente como perfeitamente compreensível.

O homem completou essa primeira descoberta com uma segunda. Aprendeu outras coisas, outros processos, que pôs a serviço da sua luta pela subsistência. Com isso começou a atividade criadora, cujos resultados vemos por toda parte. Essas invenções materiais, que começaram pelo emprego da pedra como arma, que levaram à domesticação dos animais. e, através de criações artificiais, deram ao homem o fogo e, assim por diante, até as múltiplas e espantosas descobertas de nossos dias, são evidentemente devidas à iniciativa individual,

o que se torna claro se examinarmos as descobertas de hoje, sobretudo as mais importantes, as que mais impressionam.

Todas as invenções que vemos em torno de nós foram o resultado do poder criador e da capacidade do indivíduo e todas elas, em última análise, concorreram para elevar, cada vez mais, o homem acima do nível dos outros animais, distanciando-o dos mesmos emprogressão sempre crescente.

O que, de começo, era apenas simples artifício para auxiliar os caçadores da floresta na sua luta pela existência, serve agora, sob a forma das brilhantes descobertas científicas dos tempos atuais, a auxiliar a humanidade nas lutas do presente e a forjar as armas para os embates futuros.

Todo pensamento humano, todas as invenções, em seus últimos efeitos. servem, emprimeiro lugar, para facilitar a luta do homem pela vida neste planeta, mesmo quando a utilidade real de uma descoberta ou de uma profunda concepção científica passa despercebida no momento. Enquanto tudo isso auxilia o homem a elevar-se acima do nível das criaturas que o cercam, ele fortifica cada vez mais a sua posição, tornando-se, a todos os respeitos, o rei da criação.

Todas as descobertas são, pois, a conseqüência do poder criador do indivíduo. Todos esses inventores constituem, quer se queira quer não, os maiores ou menores benfeitores da humanidade. Sua atuação proporciona a milhões de homens, meios de subsistência e recursos posteriores para a facilitação da luta pela vida.

Se, na origem da civilização material de hoje, vemos sempre personalidades que se completam umas às outras e sempre realizam novos progressos, o mesmo acontece na execução e aperfeiçoamento das coisas descobertas. Os vários processos de produção, emúltima análise, são sempre obras de determinados indivíduos. O trabalho puramente teórico que, em relação a cada pessoa, dificilmente se pode medir, e que representa a condição indispensável para todas as descobertas posteriores, até esse trabalho é produto individual. As massas nunca inventam, nunca organizam ou pensam por si. No início de tudo está sempre uma atividade individual.

Uma coletividade humana só é bemorganizada quando facilita, por todos os modos possíveis, o trabalho desses elementos criadores e utiliza-os em benefício da comunidade.

O que há de mais importante em matéria de invenções, quer se trate de invenções de ordem material quer de descobertas no mundo do pensamento, é sempre o fruto da força criadora de um indivíduo.

Utilizá-las em benefício da coletividade é a primeira e a mais elevada tarefa da organização social, que deve ser apenas o desenvolvimento desse princípio. Por isso deve livrar-se da praga da orientação mecânica para transformar-se em uma organização viva.

Deve ser, em si mesma, a corporificação do esforço para pôr os valores individuais acima das massas e subordinar essas àqueles.

Essa organização não deve impedir que os valores individuais surjam do seio das massas, mas, ao contrário, por uma ação consciente, deve promover essa evolução facilitando-a por todos os meios possíveis. Deve partir do princípio de que a prosperidade do gênero humano nunca é devida às massas, mas às cabeças criadoras, que, por isso, devem ser vistas como benfeitoras da espécie.

Facilitar-lhes a mais vasta influência está no interesses da coletividade. Esse interesses nunca será atendido pela dominação das massas incapa7es mas Cinicamente pela direção das almas privilegiadas pela Natureza. A áspera luta pela vida, mais do que qualquer outra causa, concorre para o aparecimento dos indivíduos superiores. Nessa luta muitos sucumbem, não resistem às provas, e, no fim, somente poucos aparecem como os escolhidos.

Nos domínios do pensamento, das criações artísticas e até nos da economia, ainda hoje esse processo de seleção se verifica sempre, embora. no terreno econômico, encontre grandes obstáculos.

A administração do Estado e o poder das nações representado pela sua capacidade guerreira são dominados pelo princípio do valor pessoal. Nesse setor domina a idéia da personalidade, a autoridade desta em relação aos que estão embaixo e a responsabilidade dos que estão em cima.

A vida política de hoje tem cada vez mais abandonado esse princípio natural. Enquanto toda a cultura humana não passa de uma conseqüência da atividade criadora do indivíduo, na comunidade em geral e especialmente entre os líderes da mesma, o princípio da maioria pretende ser a autoridade que decide e começa gradualmente a envenenar a vida da nação, isto é, a arruiná-la.

A ação destruidora do judaísmo em vários aspectos da vida do povo, deve ser vista como um esforço constante para minar a importância da personalidade nas nações que os acolhem e substituí-la pela vontade das massas. O princípio orgânico da humanidade ariana é substituído pelo princípio destruidor dos judeus. Assim se torna o judaísmo um fermento de decomposição dos povos e raças e, em sentido mais vasto, de ruína da cultura humana.

O marxismo aparece como a tentativa dos judeus para enfraquecer, em todas as manifestações da vida humana, o princípio da personalidade e substituí-lo pelo prestígio das massas. Em política, o marxismo tem. a sua forma de expressão no regime parlamentar cujos efeitos sentimos desde as menores células da comunidade até as posições mais eminentes do Reich. No que diz respeito à economia, o efeito disso é o estabelecimento de uma organização que, na realidade, não serve aos interesses do proletariado mas aos propósitos destruidores do judaísmo internacional.

A proporção que a economia se subtraia à atuação do princípio da personalidade, e, emlugar do mesmo, se instalava a influência: ,das massas, perdia a oportunidade de ter a seu serviço todas as capacidades reais e entrava em decadência inevitável.

Todas as organizações industriais que, em vez de atenderem aos interesses dos seus empregados, procuram ter influência sobre a própria produção, servem a esses mesmos objetivos destruidores da economia. São nocivos à direção da coletividade e, emconseqüência, também aos indivíduos tomados isoladamente.

A satisfação dos interesses dos membros de uma coletividade, em última análise, não é a conseqüência de meras frases teóricas, mas, sobretudo, de uma segurança que no indivíduo se oferece a respeito das necessidades da vida diária e a convicção definitiva daí resultante de que a direção geral de uma coletividade deve atender aos interesses dos indivíduos.

Pouco importa que o marxismo, no terreno da sua teoria das massas, aparente capacidade para tomar sob a sua direção e desenvolver a economia existente no momento. A crítica sobre a justiça ou injustiça desse princípio não será determinada pela prova de sua aptidão para preparar o presente para o futuro, mas pela prova de sua capacidade para criar uma cultura. Mil vezes poderia o marxismoassumir a direção da economia e deixá-la progredir, o êxito dessa atividade nada provaria contra o fato de não estar o mesmo emcondições de, pelo emprego do princípio das maiorias, criar essa cultura.

O próprio marxismo deu disso uma prova prática. Não só nunca pôde, em parte alguma, criar uma cultura, ou mesmo um sistema econômico próprios, como também jamais conseguiu desenvolver um sistema já existente, de acordo com os seus princípios. Ao contrário, depois de curto espaço de tempo, é forçado a voltar atrás e fazer concessões ao princípio da personalidade que não pode negar nem mesmo nas suas próprias organizações.

A concepção racista deve ser completamente diferenciada desde que aquela reconhece não só o valor da raça como o do próprio indivíduo, duas colunas sobre que deve repousar todo o edifício. Esses são os fatores básicos na sua maneira de encarar o mundo.

Se o movimento nacional-socialista não compreendesse a importância fundamental dessa verdade, mas, ao contrário, em vez disso, procurasse pôr remendos ao Estado atual e visse no ponto de vista das massas um ponto de vista seu próprio, transformar-se-ia em umpartido de concorrência ao marxismo. Não teria, então, o direito de falar em uma nova doutrina.

Se o programa social do novo movimento consistisse somente em suprimir a personalidade e pôr em seu lugar a autoridade das massas, o Nacional-Socialismo, já ao nascer, estaria contaminado pelo veneno do marxismo, como é o caso dos partidos burgueses.

O Estado nacionalista racista tem que cuidar do bem-estar dos seus cidadãos, em tudo em que reconhecer o valor da personalidade, e, assim, introduzir, em todos os campos de atividade, aquela produtiva capacidade de direção que só ao indivíduo é concedida.

O Estado nacionalista deve trabalhar infatigavelmente para libertar o Governo, sobretudo os altos postos de direção, do princípio parlamentar da maioria, para assegurar, em seu lugar, a indiscutível autoridade do indivíduo.

Dai resultam as seguintes noções:

A melhor forma de Governo e de constituição é aquela que, coma mais natural firmeza, eleva aos postos de comando, de maior influência, as melhores cabeças de uma coletividade.

Como na vida econômica os homens mais capazes não provêm de cima mas têm que abrir o seu próprio caminho lutando e nessa luta recebem as lições da experiência, tanto empequenos negócios como nas grandes empresas, não podem, por isso, as cabeças de valor político ser descobertas de um momento para outro.

Na sua organização, o Estado, desde os lugares mais modestos até aos postos mais elevados da coletividade, deve basear-se no princípio da personalidade.

Não deve haver maiorias tomando decisões mas sim um corpo de pessoas responsáveis. A palavra Conselho reverterá assim à sua antiga significação. Cada um poderá ter conselheiros a seu lado, mas a decisão caberá sempre a uma pessoa.

A razão porque o exército prussiano se pode transformar em um admirável instrumento de grandeza do povo alemão é que, em sentido figurado, ele representava o edifício de nossa organização nacional: autoridade e responsabilidade.

Não nos poderemos passar, mesmo então, dessas corporações que designamos sob o nome de parlamento. A diferença ó que seus Conselhos serão verdadeiramente conselhos, mas a responsabilidade recairá sempre sobre uma só pessoa, a única que tem autoridade e o direito de dar ordens.

Os parlamentos em si são necessários, antes de tudo porque neles têm oportunidade de se afirmar os valores individuais, a que, mais tarde, se podem confiar missões de responsabilidade.

Resulta o seguinte:

O Estado racista, em nenhum dos setores, terá um corpo de representantes que possa resolver por meio da maioria de votos, mas apenas Conselhos consultivos que auxiliam o chefe escolhido e, por intermédio desse, tomarão parte nos trabalhos e, de acordo com as necessidades, aceitarão responsabilidades incondicionais, nas mesmas condições em que age o chefe ou presidente nas grandes questões.

O Estado racista não tolera que homens cuja educação ou ocupação não lhes tenha proporcionado conhecimentos especiais, sejam convidados a dar conselhos ou a julgar, o corpo representativo do Estado será dividido emcomitês políticos e comitês profissionais permanentes.

A fim de obter uma cooperação vantajosa entre os dois haverá sobre eles um Senado permanente. Mas nem o Senado nem a Câmara terão poderes para tomar resoluções; eles são designados para trabalhar e não para decidir. Os seus membros individuais podemaconselhar mas nunca resolver. Essa prerrogativa é da competência exclusiva do presidente responsável do momento.

Esse princípio de absoluta aliança da responsabilidade com a autoridade pouco a pouco tornará possível a escolha de um líder, o que, hoje, é absolutamente impossível em face da irresponsabilidade do parlamento.

Então a constituição política da nação será posta em harmonia com a lei a que esta já deve a sua grandeza nos domínios da cultura e da economia.

No que diz respeito à possibilidade de pôr em prática essa doutrina, devo lembrar que nem sempre o princípio da maioria de Votos dos parlamentos democráticos governou o mundo. Ao contrário, esse princípio só é encontrado em pequenos períodos da história e esses são sempre períodos de decadência das nações ou dos Governos.

Em todo caso, ninguém imagine que providências puramente teóricas, partidas de cima, possam provocar essa mudança, desde que, logicamente, a mesma não se pode limitar à constituição de um Estado mas toda a legislação e, na realidade, toda a vida da nação, devem por ela ser influenciadas.

Uma tal revolução só poderá e só virá a realizar-se por meio de um movimento inspirado naquela idéia e que traga em si a semente do novo Estado.

Assim o movimento nacional socialista hoje deve-se identificar com aquela idéia e pô-la em prática em sua organização própria, de maneira que não só possa guiar o Estado no bomcaminho mas também preparar todo o corpo da nação, assim melhorada, a receber a nova ordem de coisas.



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