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Poema

Alda - Cruz e Sousa

Alva, do alvor das límpidas geleiras, 
Desta ressumbra candidez de aromas... 
Parece andar em nichos e redomas 
De Virgens medievais que foram freiras. 


Alda - Cruz e Sousa - Poema

Alva, do alvor das límpidas geleiras, 
Desta ressumbra candidez de aromas... 
Parece andar em nichos e redomas 
De Virgens medievais que foram freiras. 

Alta, feita no talhe das palmeiras, 
A coma de ouro, com o cetim das comas, 
Branco esplendor de faces e de pomas 
Lembra ter asas e asas condoreiras. 

Pássaros, astros, cânticos, incensos 
Formam-lhe aureoles, sóis, nimbos imensos 
Em torno à carne virginal e rara. 

Alda fez meditar nas monjas alvas, 
Salvas do Vicio e do Pecado salvas, 
Amortalhadas na pureza clara. 



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